São Luís tem avaliação regular, Maranhão ótima e Governo Federal insatisfatória em relação à transparência no combate à Covid-19

O nível de transparência para compras emergenciais da capital do Maranhão, São Luís, continua a ser avaliado como regular no Ranking de Transparência no Combate à COVID-19 da Transparência Internacional – Brasil. A diferença dos rankings anteriores, realizados em maio e junho, é que São Luís é hoje a única a possuir essa classificação, tendo sido ultrapassada por todas as outras capitais. Esses municípios empenharam-se mais em melhorar seu nível de transparência de modo que todos estão atualmente nas categorias bom ou ótimo.

Nesta terceira edição do ranking, São Luís somou 50,6 pontos: 7 a mais que o ranking anterior e 10 pontos a mais que os observados quando do lançamento do comparativo, em maio. A despeito da variação positiva, o município ocupa hoje a última posição entre as capitais. Os saltos de qualidade na transparência das contratações emergenciais das outras cidades avaliadas evidenciam que é possível, ainda que em pouco tempo, realizar melhorias significativas.

Já o Maranhão possui um nível de transparência considerado ótimo, ao lado de outros 18 entes federativos, e está na 16ª colocação. O Estado manteve sua pontuação (86 pontos) em relação ao ranking anterior. Na comparação com o lançamento do comparativo, em maio, a nota hoje é 13 pontos maior.

Governo federal

Em sua “estreia” na avaliação da Transparência Internacional, o governo federal aparece com um resultado insatisfatório. Sua pontuação é menor que a de todas as capitais brasileiras e de quase todas a unidades da Federação. Com apenas 49,3 pontos, o nível de transparência das contratações emergenciais do Poder Executivo Federal no enfrentamento da pandemia é considerado “regular” segundo a metodologia do ranking. O dado também mostra que sua pontuação está significativamente abaixo da média obtida pelos municípios e estados avaliados (85 pontos). Entre todos os governos avaliados apenas Roraima teve resultado pior que o do governo federal: 40,5 pontos e um nível de transparência considerado “regular”.

Desde maio, a TI Brasil avalia os níveis de transparência dos 26 estados brasileiros e suas capitais, além do Distrito Federal. Agora, nesta terceira rodada, passa a avaliar também, com periodicidade mensal, o governo federal. A escala do ranking vai de 0 a 100 pontos, na qual zero (péssimo) significa que o ente é avaliado como totalmente opaco e 100 (ótimo) indica que oferece alto grau de transparência.

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