Em nota, padre Cláudio Mendes critica horário do toque de recolher e novos serviços considerados essenciais em novo decreto municipal

Em nome da Paróquia Santuário São Bernardo, o pároco padre Cláudio Mendes, divulgou nesta sexta-feira (29), uma nota sobre as novas medidas tomadas pela gestão municipal para prevenção a disseminação do coronavírus (Covid-19) em São Bernardo, tomadas via Decreto Municipal que entra em vigor a partir da próxima segunda-feira (1°).

Ao iniciar a nota, o religioso diz que considera o Decreto Municipal n° 103, de 29 de maio de 2020, ‘tímido’ e relata três principais motivos para a tal consideração.

Segundo o padre, mesmo com as últimas medidas tomadas anterior ao novo decreto, “o comércio em geral quase nada mudou”. Sobre a principal medida do novo decreto municipal, padre Cláudio opina que o toque de recolher a partir das 21h, não deve implicar nenhum efeito. “Nesse horário não há qualquer movimentação na zona urbana da cidade, já que os comércios em geral, habitualmente fecham em um horário anterior a este”, ressalta.

O segundo ponto apontado por padre Cláudio Mendes para considerar o novo decreto tímido, são os novos estabelecimentos comerciais considerados como essenciais: salões de beleza e barbearias, pois segundo ele, a prefeitura “deixa de levar em consideração o contato físico direto que esses locais proporcionam entre funcionários e clientes”. Ainda de acordo com o pároco, os estabelecimentos comerciais em São Bernardo normalmente funcionam em locais pequenos, o que causa fácil lotação e aglomeração desnecessária.

Padre Cláudio finaliza a nota enfatizando que o novo decreto municipal “visa em primeiro lugar a economia (de poucos) e não a vida” e ressalta que como representante de instituição religiosa e social, considera que a vida deve estar acima de tudo, sobretudo do lucro.

O padre lembra ainda as mortes já ocorridas em São Bernardo em decorrência do coronavírus e que os hospitais regionais encontram-se lotados, não sendo possível fornecer leitos de UTI para pacientes de São Bernardo e de outros municípios que não dispõem dos equipamentos.

Veja a nota, na íntegra:

 

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