Movimento de mulheres protesta contra reintegração de policial que matou ex-mulher e amante, em São Luís

O Fórum Maranhense de Mulheres entrega nesta terça-feira (6), no Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão (TJMA), um pedido de suspensão da liminar de reintegração na Polícia Militar, do feminicida, Carlos Eduardo Nunes Pereira. Ele cometeu o crime contra a ex-mulher Bruna Lícia Fonseca Pereira e assassinou José William dos Santos.

A decisão judicial de reintegração do feminicida a PMMA foi proferida pelo juiz Nelson Melo de Moraes Rego, ex-titular da Vara Especial de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a mulher.

Em nota de repúdio assinada por dez entidades, entre elas o Conselho Estadual da Mulher, é apontado a contradição de decisão do juiz que desconsiderou, no entendimento do movimento, o princípio da legalidade para a punição de agressores e feminicidas.

O movimento considera a reintegração do policial militar uma ameaça à sociedade pelo desequilíbrio já demonstrado pelo mesmo. “A reintegração e impunidade desse feminicida é a representação da cultura machista, patriarcal e misógina presentes nas instituições públicas deste estado”, ressalta a nota.

O movimento reivindica mudanças substanciais nos posicionamentos do Judiciário e solicita que a Procuradoria Geral do Estado tome as medidas jurídicas para suspender a decisão.

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